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DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O dia 20 de novembro é o dia de culminância do mês que comemora o pensamento consciente da sociedade sobre o negro e do negro sobre si próprio. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, um dos maiores líderes negra do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista. O Dia da Consciência Negra é considerado importante no reconhecimento dos descendentes africanos e da construção da sociedade brasileira.


A data, dentre outras coisas, suscita questões sobre racismo, discriminação, igualdade social, inclusão de negros na sociedade e a cultura afro-brasileira, assim como a promoção de fóruns, debates e outras atividades que valorizam a cultura africana.

A baixo listamos 10 frases retiradas de textos e falas de negros e pessoas que com seus pensamentos, ajudaram a criar a consciência social sobre os direitos do negro na sociedade. A primeira frase é de um branco que como tantos negros sofreu na pele a descriminação de raça por não ter a os olhos necessários para ser considerado humano com uma vida que fosse importante. Ele sofreu nas mãos dos nazistas.

1.    “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Albert Einstein

2.    “A mais perigosa criação no mundo, em qualquer sociedade, é um homem sem nada a perder”.

Malcolm X

3.    “Enquanto imperar a filosofia de que há uma raça inferior e outra superior o mundo estará permanentemente em guerra”.

Haile Selassie

4.    “Não precisamos de um dia da consciência negra, branca, parda, amarela, albina... Precisamos de 365 dias de consciência humana”.

Thiago Saraiva

5.    “Por que existe preconceito em relação à cor da pele, se nossas sombras são da mesma cor?”

Arthur Sousa Pinheiro

6.    “Não preciso ter ambições. Só tem uma coisa que eu quero muito: que a humanidade viva unida... negros e brancos todos juntos”.

Bob Marley

7.    “Eu tenho um sonho, que os negros e os brancos andassem em irmandade e sentassem-se na mesma mesa em paz”.

Martin Luther King

8.    “Se o muro que me impede de avançar é o racismo, vou derrubar com minha consciência negra.”

Eli Odara Theodoro

9.    “Dia da Consciência Negra é uma data importante para termos orgulho do que somos, é preciso garantir igualdade por um povo que sofreu muito e hoje merece o nosso respeito.”

Matheus Pedrosa

10. Eu trocaria o dia da consciência negra pelo dia da consciência social.

Cleiton Robson


Nota: Não haverá uma consciência negra enquanto cada negro não for minimamente consciente de sua importância como ser humano enquanto cidadão social que de direito é. Enquanto cada negro e negra não entender que seus direitos como cidadãos são obrigações do estado e sua direito como humano é de nascença, não fará com que os outros indivíduos os respeitem e não apenas os suportem.++

A CONSCIÊNCIA NEGRA NUM PAÍS AINDA INCONSCIENTE


 O dia 20 de novembro faz menção à consciência negra, a fim de ressaltar as dificuldades que os negros passam há séculos no Brasil. A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. Zumbi foi morto por ser traído por Antônio Soares, um de seus capitães. A localização do quilombo ficava onde é hoje o estado de Alagoas, na Serra da Barriga.

A morte de Zumbi foi uma forma desesperada de um estado – na época escravista – tentar restaurar sua supremacia sobre o povo negro sofrido, com o corpo preso pelos grilhões, mas com a alma livre. Esse sonho de liberdade aos pouco foi se transformando em ações, em quilombos e a sociedade escravista não pode aceitar tamanha afronta de um povo tão insignificante socialmente.

Os quilombos, como o de palmares onde vivia Zumbi, foi levantado para abrigar escravos fugitivos, pois muitos não suportavam viver tendo que aguentar maus tratos e castigos de seus feitores, não acabaram com a morte de Zumbi, traído por um de seus capitães, eles ainda hoje vivem e abrigam ainda os mesmo negros desrespeitados, excluídos socialmente.

Ao longo da história, os negros não foram tratados com respeito, passando por grandes sofrimentos. Pelo contrário, foram escravizados para prestar serviços pesados aos homens brancos, tendo que viver em condições desumanas, amontoados dentro de senzalas. Muitas vezes suas mulheres e filhas serviam de escravas sexuais para os patrões e seus filhos, feitores e capitães do mato, que depois as abandonavam.

Seu modo de vida era abafado, seus costumes familiares eram submetidos ao desrespeito branco, suas crenças religiosas sofriam todos os dias e a todos os momentos tentativas de expurgo pela igreja católica e o supremo cristianismo da época.

Nem tudo isso foi capaz de fazer morrer sua riqueza cultural, riqueza esta que pode ser vista nos dias atuais – mesmo que ainda reprimida por boa parte da sociedade – em rituais religiosos de Candomblé, Umbanda, Kimbanda, Tambor de Miná, e tantas outras. Suas línguas, como o Yorubá ainda se fala em nosso Brasil.

A Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, que Jogou os escravos ao leu como forma de liberdade sem assistência, não os libertou do preconceito da sociedade.

Essa liberdade vem sendo buscada a cada dia por irmão quilombolas que chegam a presidência de conselhos de segurança alimentar, por conselheiro do Consean, líder de entidade de candomblé que convive em pleno respeito com conselheiros católicos e evangélicos em busca de um bem maior, por entidades como a ASTUC, por quilombos por homens e mulheres que fazem das politicas públicas -  embora poucas, hoje existentes – uma forma de reparação pelos tantos erros governamentais cometidos contra o povo negro, seus costumes, sua religião.

O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

Abaixo um pouco dessas conquistas, quando entre os dias 03 e 06 de novembro, praticantes do Candomblé ((Kekeu e Ligia) e da Umbanda (Epaninondas), ASTUC) sergipana puderam estar em Brasília representando seu estado na criação de politicas públicas de segurança alimentar e nutricional (SAN). Também podemos ver imagens da “Marcha das Mulheres Negras”, (16 e 17) que contou com a participação da companheira Xifronese, Quilombola, membro do CONSEAN/SE e ex-presidente do órgão.


“OMINIRA NI A OJOOJUMỌ ASEYORI TI O NI LATI WA NI WÁ NIPA GBOGBO AWON TI O NILO O ATI ỌPỌLỌPỌ AWỌN MIRAN TI O LE PESE O BI A TI IDANIMỌ TI AWỌN IYI TI DUDU, WỌN AṢA ATI ESIN WỌN BI ARA TI ETO EDA ENIYAN TI O WA NI.”

José Jackson dos Santos, presidente da Associação Sergipana dos Terreiros de Umbanda e Candomblé – ASTUC.


















A liberdade é uma conquista diária que tem de ser buscada por todos aqueles que precisam dela e outros tantos que podem oferecê-la como reconhecimento da dignidade do negro, de seus costumes e sua religiosidade como parte do ser humano de direito que são.