Os praticantes do candomblé e de outras religiões de matrizes africanas, vem a cada dia ocupando seu merecido lugar de direito na sociedade brasileira através de suas capacidades espirituais eintelectuais. .. Leia Mais
Nesta quarta feira 31/10, a Astuc, Associação Sergipana dos
Terreiros de Umbanda e Candomblé sediada em Umbaúba, região sul de Sergipe
entregou aos seus associados os alimentos adquiridos e distribuídos pelo PAA.
A ASTUC- Associação Sergipana Dos Terreiros De
Umbanda e Candomblé foi por Jose Jackson Dos Santos (KEKEU) que é o atual
presidente. A ideia da fundação de uma associação desse tipo veio logo após ele
participar Da Conferência Nacional De Segurança Alimentar e Nutricional em
Brasília no ano de 2011, que dessa vez inseriu os povos de Terreiro como parte
integrante da segurança alimentar uma vez que, muitos dos praticantes são de
pessoas altamente necessitadas de alimentos, além do fato das religiões de
raízes africanas serem baseadas na natureza e nas coisas dela extraídas
(alimentos dos cultos aos Orixás).
Em Umbaúba, a Astuc que trabalha com os povos de terreiro
que tem por tradição a boa alimentação durante seus festejos religiosos. Essa
alimentação equilibrada também é utilizada no dia a dia das comunidades, na
alimentação dos seus adeptos, convidados e familiares durante os períodos de
cultos.
´´O PAA é um programa que auxilia muito as pessoas com certa
dificuldade alimentar. Nós da ASTUC estamos felizes por termo sido contemplados
pelo projeto, pois ao que sabemos, somos a primeira associação ligada aos
cultos afrodescendentes no estado de Sergipe a fazer parte do programa``,
disse Kekeu, presidente da ASTUC.
PAA
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das ações do Fome Zero e promove o acesso a alimentos às populações em situação de insegurança alimentar e promove a inclusão social e econômica no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar. O programa é baseado na aquisição de alimentos produzidos por famílias de assentados da reforma agrária e de outros indivíduos que tem na agricultura familiar o seu meio de subsistência.
Ao vender o excedente dessa produção para gerar renda, esses alimentos são adquiridos pela Conab e distribuídos em comunidades, associações que trabalha com pessoas de baixa renda e que se encaixam no programa.
Obaluaye em iorubáObaluàyé é traduzido por (rei e senhor da terra), Oba (rei) aiyê (terra).
Obaluaiyê, Obaluaê, Xapanã, Omolu, são alguns dos nomes como é conhecido esse Orixá africano. Os orixás Nanã (cujo emblema é o Ibiri) e seus filhos Obaluaiyê (cujo emblema é o Xaxará) e Oxumaré (cujo emblema é uma cobra) pertencem ao Panteão da Terra. Obaluaye é identificado no jogo do merindilogun pelos odu Irosun, Ossá, Êjilobon e representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba obaluaye.
Dados
Dia:segunda feira
Data: 16 de agosto;
Metal: chumbo;
Cor:preto e branco e ou preto, branco e vermelho;
Partes do corpo: a pele e os pulmões;
Comida: deburú (pipoca), abadô (amendoim pilado e torrado), Iatipá (folha de mostarda) e ibêrem (bolo de milho envolvido na folha de bananeira);
Símbolos:xaxará ou íleo (com que limpa as doenças e os males espirituais)
Nomes
Obàluáyê "Rei senhor da Terra", Omolu "Filho do Senhor", Sakpata "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná (um título ligado a grande calor o sol - também é conhecido como (Babá Igbona = pai da quentura) deus da varíola e das doenças contagiosas, é ligado simbolicamente ao mundo dos mortos. Outra corrente os define como: Obàluáyê: Obá - ilu; aiye; Rei, dono, senhor; da vida; na terra; Omolu; Omo-ilu; Rei, dono, senhor; da vida.
Dança
Sua dança o Opanijé (cuja tradução é: ele mata qualquer um e come), dança curvado para frente, como que atormentado por dores, e imitam seu sofrimento, coceiras e tremores de febre.
Emblemas
Tem como emblema o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como "varre" as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação a terra. Na Nigéria os Owo Érindínlogun adoram Obàluáyê e usam, no punho esquerdo, uma tira de Igbosu (pano africano) onde são costurados cauris esó (búzios).
Vestimenta
A vestimenta é feita de ìko, é uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a palha da costa , elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados a morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. É composta de duas partes o "Filá" e o "Azé", a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha-da-costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé , seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado "cauçulú", em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte. A palha da costa é mais encontrada no norte do Brasil.
Festa
A festa anual é o Olubajé (Comida do rei senhor). São feitas e destribuídas no mínimo nove iguarias da culinária afro brasileira (comida ritual), seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem aos convidados e assistentes, em folhas de mamona ilará ou bananeira (aguede), no sentido de prolongar a vida e trazer saúde .
Tido como filho de Nanã, no Brasil, sua origem, forma, nome e culto na África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é de conformidade com a região, Obàluáyê/Xapanã em Tapá (nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é sua versão fon, trazido pelos nagôs na cidade de Savalu, Benin. Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos, confundido até com Nànà Buruku; Omolu em ketu e Abeokuta.
Seu parentesco com Oxumare e Iroko é observado em Ketu (vindo de Aise segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde pode se ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens superpostas, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumare) e seu filho Loko (Iroko).
Sete folhas mais usadas para Obaluaiyê
Ewé ìgbolé
Ewê réré
Atorinã
Ewê lará
Ewê odã
Afon
Tamandê
Brasil
No Brasil é conhecido como Obaluaiyê no Candomblé, como Obaluaê na Umbanda, como Xapanã no Batuque e como Obaluaiê no Xambá. Seus filhos são sérios, calados, as vezes alegres e ingênuos demais, porém são observadores e espertos. Também seus filhos tem muitos problemas de saúde. É sincretizado como São Roque na forma de Obaluaiyê. Na forma mais velha de Omulu, é sincretizado como São Lázaro.
Arquétipo
Seus filhos parecem ter mais idade do que realmente têm por conta da entidade ser mais velha e agem como se tivessem idade avançada. Seus filhos são doces, mas reclamões, rabugentos, um tanto mal-humorados. Quando querem, fazem e ajudam a todos sem exceção. Sofrem com muitos problemas de saúde que se arrastam por anos, geralmente desde criança ou desde o nascimento. São fiéis, dedicados e amigos de verdade. Podem ter premonições e seus filhos tem um pensamento de pessoas maduras, o que os ajuda a não agirem como crianças, ou serem irresponsáveis. Gostam da ordem e disciplina.
Não são pessoas de levar desaforos para casa e nem de falar pelas costas.Odeiam fofocas e vulgaridades do gênero.Os filhos de Obaluayê são irônicos, secos e diretos. Os descendentes desse orixá são muito independentes e têm a necessidade de crescer com suas próprias forças e recursos.Muitas dessas pessoas, devido à influência do seu orixá, que comanda os eguns, podem ter experiências sobrenaturais, como visões, sonhos, etc.
casa ilê axé oyá de balé, axe kayaunté realizou nesta data o rum de oyá. a ialorixá Dominga de Oyá Balé, da cidade de Umbaúba /se no dia 22de outubro 2011 recebeu bosse realizado pelo seu babalorixá kayaunté.
Makuiu, Makuiu Nzambi.
Integrante da ASTUC, vai esta presente no 2º encontro nacional do FONSANPOTE com a função de constituir os documentos de fundação do fórum e sua organização.
O representante será o Presidente licenciado ( devido a sua candidatura a câmara municipal de Umbaúba) José Jackson Dos Santos (Kekêu). O encontro será realizado em agosto nos dias 10, 11 e 12, devido as dificuldades de contato e articulação como todos da coordenação provisória e seus pares e com os demais integrantes.
O Que É FONSANPOTE?
O FONSANPOTE é o Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Dos Povos de Terreiro.
Leia a Carta de Fundação
FORUM NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DOS POVOS DE TERREIRO
Em meio ao tumultuado cenário da luta contra a intolerância religiosa, a luta por respeito e reconhecimento dos povos de terreiro como os mantenedores da visão de mundo africano na diáspora forçada dos africanos e de uma tradição comprometida com a luta contra a discriminação e preconceitos e anti-racismo e principalmente com uma prática de alimentação sagrada de troca e manutenção do meio como preservação da vida faz surgir o Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos de Terreiro. (FONSANPOTE)
Entendemos o processo de construção de estratégias estadual
e nacional para adequar-se a política nacional de segurança alimentar como
primordial nas discussões quanto às reparações segunda as definições oriundas
da IIIª Conferência Internacional de Durban – ONU, as nações organizadas da
diáspora forçada. Este contingente populacional tido como negros e seus
descendentes, conquistam cotidianamente políticas públicas e ações afirmativas
ante contextos adversos da sociedade, o que sem dúvida tem como empenho efetivo
do governo federal um marco político relevante nestas conquistas.
Com os avanços e retrocessos, lutas e conquistas dentro da
Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional detectados no processo
de construção da IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar no ano de 2011,
mais precisamente em Salvador é que nasce este Fórum que tem em seu cerne a
defesa incondicional dos valores civilizatórios africanos que constituem-se
como Povo de Terreiro, e a defesa das suas formas de resistência em solo
brasileiro todas as nações africanas e que mantiveram e mantém um povo na busca
por seus direitos e acima de tudo sua plena liberdade.
OS PRÍNCÍPIOS NORTEADORES:
1) Sobrevivência da tradição alimentar de matriz africana ;
2) Combate a fome e o direito a alimentação
3) É um espaço plural e suprapartidário o qual aglutina o
povo de terreiro
4) Busca ampliar o conceito de segurança alimentar
garantindo os valores civilizatórios preservados pelos povo de terreiro;
5) Contrapor-se a qualquer tipo de discriminação,
intolerância e as formas de sexismo e xenofobias e outras intolerâncias
correlatas.
RESOLUÇÕES TIRADAS NO DIA OITO DE NOVEMBRO 2011 EM SALVADOR–BA
Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos
Povos de Terreiro. (FONSANPOTE) é constituídos por terreiros da tradição
ancestral de matriz africana e os mesmo matem sua autonomia dentro de uma
organização estadual definida no momento como núcleo articulador do FONSANPOTE.
O espaço deliberativo é constituído por assembléia nacional
representativa ordinária e ou extraordinária realizadas em locais itinerantes,
compreendendo estar em todas os estados em que o Fórum tiver núcleo
articulador.
O FONSANPOTE deve ser regido por uma carta de princípios (a ser constituída coletivamente entre os fundadores e articuladores do mesmo).
Fica definido que em seis meses a partir desta data o núcleo
articulador entendidos como os representantes de cada estado presente nesta
plenária constitua uma plenária estadual e apresente os terreiros da tradição
ancestral de matriz africana que aderem a referida carta de princípios.
Fica definido que a secretaria executiva temporária pelo
período de um ano, ficara constituída pelos estados de São Paulo, Bahia e Rio
Grande do Sul com a função de implementar este debate da carta de princípios, a
compilação das plenárias estaduais e o processo de organização da assembléia
nacional do FONSANPOTE .
Anexo a esta a lista de presença e a ata da plenária com a
responsabilização destes pela articulação estadual pelo FONSANPOTE.
Estados presentes que assinam esta carta:
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de
Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Goiás, Bahia, Ceará,
Alagoas, Distrito Federal, Paraíba, Amazonas, Tocantins, Amapá, Sergipe,
Paraná, Pará, Maranhão, Rondônia.
Ogum (em yoruba: Ògún)
é, na mitologia yoruba, o orixá ferreiro,[1] senhor dos metais. O próprio Ogum
forjava suas ferramentas, tanto para a caça, como para a agricultura, e para a
guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos em Ondo,
Ekiti e Oyo. Era o filho mais velho de Oduduwa, o fundador de Ifé, identificado
no jogo do merindilogun pelos odu etaogunda, odi e obeogunda, representado
materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado
denominado igba ogun.
Ogum é considerado o
primeiro dos orixás a descer do Orun (o céu), para o Aiye (a Terra), após a
criação, um dos semideuses visando uma futura vida humana. Em comemoração a tal
acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significa o
"primeiro orixá a vir para a Terra".
Ogum foi provavelmente a
primeira divindade cultuada pelos povos yorubá da África Ocidental. Acredita-se
que ele tenha wo ile sun, que significa "afundar na terra e não
morrer", em um lugar chamado 'Ire-Ekiti'.
É também chamado por
Ògún, Ogoun, Gu, Ogou, Ogun e Oggún. Sua primeira aparição na mitologia foi
como um caçador chamado Tobe Ode.
Família
É filho de Oduduwa e
Yembo, irmão de Xangô, Oxossi, Oxun e Eleggua. Ogum é o filho mais velho de
Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve
temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.
Ogum é um orixá
importantíssimo na África e no Brasil. Sua origem, de acordo com a história,
data de eras remotas. Ogum é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os
duzentos orixás da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido
mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os
outros quatrocentos orixás da esquerda.
Foi Ogum quem ensinou
aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos
de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais
ajuda o homem a vencer a natureza.
O guerreiro
Era um guerreiro que
brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia
sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e
a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de
Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso,
usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Tem semelhança com
o vodum Gu.
Arquétipo
O arquétipo de Ogum é o
das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de
que foram vítimas.[3] Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e
não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam
onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das
que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo
dos comportamentos. Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes,
daquelas que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição
quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas
intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
Filho De Ogum Dançando
Aspecto
No Candomblé Ogum é o Orixá ferreiro dono de todos os caminhos
e encruzilhadas junto com seu irmão Exu, também é tido como irmão de Oxossi e
uma ligação muito forte com Oxaguian de quem é inseparável, aparece como o
Senhor das guerras e demandas, suas cores são Azul cobalto e o verde e na
Umbanda sua cor é o vermelho.
Oferendas e danças
Sacrificam-se bodes,
galos, galinhas-de-angola (macho), pombos, e patos. Todos os orixás masculinos
(agboros) recebem sacrifícios de animais machos.
Diferentes mitologias
Ogum no Haiti (é um
vodun haitiano, um loa) do fogo, do ferro, da caça, da política e da guerra. É
o patrono dos guerreiros, e normalmente é mostrado com seus artefatos: facão e
espada, rum e tabaco. Ogum é um dos maridos de Erzulie e foi marido de Oyá e
Oxum na mitologia yorubá.
Tradicionalmente um
guerreiro, Ogum é visto como uma poderosa divindade dos trabalhos em metal,
semelhante à Ares e Hefesto na mitologia grega e Visvakarma na mitologia hindu.
É representado, no Brasil, como São Jorge; como tal, é poderoso e triunfal, mas
também exibe a raiva e destrutividade do guerreiro cuja força e violência pode
virar contra a comunidade que ele serve.
Dá força através da
profecia e magia, e é procurado para ajudar as pessoas a obter mais um governo
que dê resposta às suas necessidades.
Na tradição religiosa
afro-brasileira Candomblé, Ogum (como é conhecida essa divindade yorubá no
idioma português) é frequentemente identificado com São Jorge. Isto acontece,
por exemplo, no estado do Rio Grande do Sul e na cidade do Rio de Janeiro. No
entanto, Ogum também é representado por Santo Antonio, como frequentemente é
feito na região nordeste do Brasil, por exemplo, na Bahia.
NA UMBANDA
Ogum é um orixá cultuado nas religiões de Umbanda e
Candomblé, correspondendo a São Jorge, na Igreja Católica no sincretismo
religioso. Seu dia é o 23 de abril.
Características
Ogum Megê
Logum ou Ologum (olo = senhor, Gum = guerra, ou seja, o
senhor da guerra ou guerreiro) é uma divindade da cultura Iorubá, região onde
localiza-se hoje a Nigéria. Nos domínios de Obéocutá, seu culto era
essencialmente agrário, como ainda o é, é a divindade do ferro, quem produz as
ferramentas necessárias ao cultivo. Nesta Região, poucos são os que dominam a
arte de fundir e moldar o ferro de forma manual. Por isso, todos que dominam
esta técnica são protegidos de Ogum.
Na África, a organização teológica funciona difrente à
forma como se desenvolve a religiosidade afro no Brasil. Lá, as pessoas
acreditam que a divindade Iorubá é um ancestral comum aos moradores da tribo,
cidade, ou etnia. No caso, grande parte das pessoas que praticam as religiões
"tradicionais" da região de Obéocutá, acreditam que Ogum seria seu
ancestral divinizado.
Quanto ao mito, ogum é lembrado como conquistador e
caçador, a quem sempre defendeu os seus e sempre proveu de alimentos sua tribo.
Contudo, no Brasil seu mito muda de aspecto, devido a lógica da escravidão, os
africanos acabam por exaltar outros aspectos desta divindade, de forma a
contamplar seus anseios, buscando se livrar dos castigos dos seus Senhores,
passavam então a privilegiar o aspecto guerreiro e violênto da divindade.
Ogum é o guerreiro, general destemido e estratégico, é
aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que
busca a evolução.
Defensor dos desamparados, segundo a lenda, Ogum andava
pelo mundo comprando a causa dos indefesos, sempre muito justo e benevolente.
Ele era o ferreiro dos orixás, senhor das armas e dono das estradas.
Irreverente, pois é um orixá valente, traz na espada tudo o que busca.
É o protetor dos policiais, ferreiros, escultores,
caminhoneiros e todos os guerreiros.
Santo correspondente na Igreja Católica: São Jorge no Rio
de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul; Santo Antônio na Bahia.
Cores predominantes de ogum nas guias: Azul marinho no
Candomblé. Vermelho na Umbanda, sendo que na Umbanda do Rio Grande do Sul
muitos terreiros utilizam o verde, vermelho e branco. Entretanto as cores são
determinadas pelo guia e conforme o reino em que trabalham e para qual Orixá.
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