MAIS UMA CONQUISTA: Ialorixá Baiana é o Mais Novo Membro da Academia Baiana de Letras

Os praticantes do candomblé e de outras religiões de matrizes africanas, vem a cada dia ocupando seu merecido lugar de direito na sociedade brasileira através de suas capacidades espirituais eintelectuais.

Eleita por 22 votos dos acadêmicos na tarde de quinta-feira (25/04), mãe-de-santo ocupa cadeira 33, cujo patrono é o poeta Castro Alves, que era ocupada pelo historiador e professor Ubiratan Castro, falecido em janeiro.

Em 2009, mãe Stella recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia. Desde a última quinta-feira (25/04), a ialorixá do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, mãe Stella de Azevedo dos Santos, também chamada de Mãe Stella de Oxóssi, passou a ocupar a cadeira de número 33 da Academia de Letras da Bahia. A mãe-de-santo recebeu 22 votos dos acadêmicos em sessão realizada na quinta para escolher o novo nome para a vaga deixada pelo historiador Ubiratan Castro, que morreu em janeiro.

O poeta Castro Alves é o patrono da cadeira 33, que já foi ocupada por nomes como Francisco Xavier Ferreira Marques, Heitor Praguer Fróis, Waldemar Magalhães Mattos, além de Ubiratan, que era presidente da Fundação Pedro Calmon.

A Academia de Letras da Bahia tem 40 membros, entre eles, João Ubaldo Ribeiro, José Carlos Capinan, Myrian Fraga, Cid Teixeira, Ruy Espinheira Filho, Consuelo Pondé, Hélio Pólvora, Florisvaldo Mattos e Edivaldo Boaventura.

Mãe Stella é colunista do jornal A Tarde e autora de livros como “Meu tempo é agora”, “Òsósi – O Caçador de Alegrias” e “Epé Laiyé- terra viva”. Em 2009, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).



Coordenação de Comunicação da SEPPIR

CONSEAN REALIZA ELEIÇÃO PARA REPRESENTAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL

O Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consean/SE), vinculado à Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), realizou nesta quinta-feira, 25, o Fórum de Eleição para nova representação da sociedade civil no biênio 2013/2015. O evento aconteceu no auditório “Ser
gipe Mais Justo”, na sede da Seides.


Reuniram-se para o Fórum servidores e voluntários de entidades que trabalham para garantir as políticas destinadas à segurança alimentar nos municípios sergipanos. Com o processo de votação, líderes de assentamentos, cooperativas e técnicos em nutrição de 17 instituições foram nomeados conselheiros.
Durante o encontro também foram apresentados novos planos indicados pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) para fortalecer ocomércio de alimentos produzidos por agricultores familiares e o envolvimento da sociedade civil e de todas as instâncias do poder público. A ideia é ampliar as possibilidades de compradores, como hospitais, quartéis e outros estabelecimentos.

A presidente do Consean, Xifronese Santos, apontou o momento como sendo especial para a organização no estado, desejando aos candidatos que se envolvam e cobrem sempre mais dos governos o fortalecimento das políticas. “Vamos continuar sonhando e lutando para realizar nossos sonhos e ajudar o nosso povo”, enfatizou.


Representante da Seides no Consean, a diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Dsan), Rosane Cunha falou que o Conselho possui grande relevância para as políticas da secretaria, como a Feira da Agricultura Familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


“Na nossa política de segurança alimentar, e
Rosane Cunha

dentro dessa política de desenvolver a Feira da Agricultura Familiar aqui em Sergipe, a presença do Conselho é imprescindível. Temos um planejamento para ampliarmos o PAA em Sergipe. E depois que conhecermos a nova gestão, gostaremos de termos a presença constante do Conselho no nosso Departamento para o desenvolvimento dessas políticas”
, disse.
Entre conselheiros e suplentes, 17 entidades foram eleitas. O militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Gil Marcos, foi reconduzido ao cargo de conselheiro e destacou que o MST sempre lutou pelo uso da terra e valoriza a participação no Consean. “Nós acreditamos que contribuímos e queremos continuar nessa luta”, disse.
Dentre todas as entidades que pleitearam uma vaga no conselho, a mais disputada foi a vaga para representar os povos tradicionais e o povo de terreiro que teve duas entidades – Astuc eSormaese na briga pela vaga que foi decidida somente com o uso do regulamento. Segundo o regulamento do edital, apenas poderia concorres as vagas as entidades que tivessem participado do fórum que aconteceu na semana passada, 19/04 e que tivessem entregado sua documentação até a data de 24/04 e a Sormaese não preencheu esses dois requisitos básicos deixando a vaga para a Astuc e seu representanteJose Jackson dos Santos (Kekeu), mas sobre muito protesto.
As demais entidades com representações eleitas foram: Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Sergipe (Fetase); Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Rural Sustentável(Icoderus); Universidade Federal de Sergipe(UFS)Sindiprev/SE (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Serviço Público); Ascama; União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes); Ascosul; Amase; Sormaese; Associação Sergipana dos Terreiros de Umbanda e Candomblé (Astuc ); ASI; Pastoral da Criança e Cáritas.
INFO: ASCOM SEIDES e REDAÇÃO P.A.






Rum de Oyá: Dominga De Oyá








































Pastor da Assembleia de Deus de Canindé é Faz Filme Comentendo Adultério

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Imagens Ilustrativa

Vazou nos celulares e computadores da cidade de Canindé um vídeo que mostra cenas de sexo entre um pastor da Igreja Assembleia de Deus e uma fiel da igreja. As cenas de adultério entre a autoridade religiosa e a fiel tornou-se escândalo no município e repercutiu no semanário Cinform.

Tudo começou com um vídeo longo de aproximadamente 15 minutos, filmado em um motel com cenas fortíssimas entre o pastor Manoel Macambira de Brito e uma fiel de 35 anos. As cenas de adultério de ambas as partes repercutiu na sociedade do Alto Sertão.

O Pastor José Antônio dos Santos, da Igreja Assembleia de Deus explica que foi ele que levou o Pastor Manoel Macambira, conhecido como Dedé, para a cidade de Canindé, após ser liberado da cadeia na década de 90. Ele havia sido preso em uma cidade de Alagoas por tráfico de drogas.

O Pastor José Antônio explica ainda que ele realizou o casamento de Dedé, e após ele fazer um pacto com Deus, foi consagrado pastor em 2007, e foi destinado para assumir uma igreja no Capim Grosso em Canindé.

Em decorrência do ato, o pastor foi excluído da Congregação, perdendo as credencias para manter-se no posto religioso.

Da redação Itnet, Aparecido Santana

Alagoas Realiza Ato de Repúdio a Intolerância Religiosa

A denúncia de discriminação religiosa aos de matriz africana por parte da Prefeitura Municipal de Maceió será o tema de um ato público, que acontece nesta segunda-feira (03) a partir das 13h, em frente ao Fórum localizado no bairro do Barro Duro, em Maceió. O protesto de repúdio é devido à limitação de horário e espaço físico no dia 08 de dezembro para as manifestações em homenagem à iemanjá.


A ação é promovida por representantes de várias casas de axé, entidades do movimento negro alagoano, grupos afro-culturais, inclusive, pessoas de crenças diversas e de outras instituições que combatem a intolerância religiosa.
Durante o ato será entregue o mandado de segurança para garantir a liberdade da celebração religiosa, e ainda, a manifestação de repúdio contra a impugnação das atividades afro-culturais na Praça Multieventos em prol do show gospel “Maceió de joelhos”. De acordo com lideranças religiosas, grupos de afoxés, maracatus e bandas de percussão solicitaram o espaço com antecedência, porém o pedido foi indeferido pela Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU).
Outro ponto em questão é que, pela segunda vez consecutiva, órgãos municipais querem limitar horário e espaço físico no dia 08 de dezembro para as manifestações realizadas por diversas caravanas com adeptos das religiões de matrizes africanas, oriundas de várias partes de Alagoas, que vem para a orla de Maceió homenagear Iemanjá. A atividade já faz parte do calendário cultural do Estado como Dia de Resistência da Religiosidade Afro brasileira (Lei nº 7.384, de 12 de julho de 2012) e, também, atrai centenas de turistas e simpatizantes.
De acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, Lei nº12.288, de 20 de julho de 2010 – destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica – no capítulo III, artigo 23: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Portanto, a celebração de festividades e cerimônias de acordo com preceitos das religiões não podem ser impedidos, caso contrário, é enquadrado como racismo.
O caso tem sido acompanhado pelo Ministério Público; a Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB-AL; projeto Xangô Rezado Alto da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal); Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; e a Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
Iemanjá
Iemanjá é a matriarca do panteão afro sagrado, seu nome é derivado de três outras palavras do dialeto africano iorubá: yèyé (mãe), omo (filha) e ejá (peixe). O orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, também, é um dos orixás mais respeitados e populares. Também conhecida como rainha do mar, dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria no sincretismo religioso – em Alagoas, é Nossa Senhora da Conceição devido à relação com a maternidade. 
INFO: CADA MINUTO

Círculo de Ogãs celebra a cultura negra na Praça São Francisco

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O Dia da Consciência Negra foi marcado pela africanidade na praça sergipana que é Patrimônio da Humanidade através do III Círculo de Ogãs, evento realizado pela ONG Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS), com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Casa do Iphan, ONG Ação e Cidadania João Bebe-Água, ONG Ação Cultural e Prefeitura Municipal de São Cristóvão.

O Círculo de Ogãs foi aberto oficialmente no último sábado, 17, com exposição, recital de poesias e uma bela apresentação musical de jovens que através do ritmo da percussão, entoaram um pouco da musicalidade negra na Praça São Francisco, em São Cristóvão, que também foi palco da programação do dia 20.

Dando continuidade ao evento, muitos debates sobre da cultura afro movimentaram o último dia de atividades, além de apresentações culturais marcantes do movimento negro, que encerraram com maestria o evento festivo, que celebra a riqueza e a contribuição significativa da cultura afro para a formação da identidade cultural do povo sergipano.

O secretário adjunto de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, esteve presente e destacou a importância da Secult estar presente no evento, como uma pasta que se preocupa em manter viva a simbologia do dia da Consciência Negra em Sergipe. “O Brasil é formado por uma união de culturas e essa miscigenação marcou, especialmente, a formação da sociedade do nosso Estado. Por isso, a Secult marca presença em uma festa como essa, para celebrar a diversidade do nosso povo em um lugar simbólico como é a praça São Francisco”, destacou.

Organização

Entre os organizadores do evento se destacava a sensação de dever cumprido, com mais um ano de importantes atividades em prol da conscientização do papel do negro na sociedade. Este é o caso da historiadora Rose Barbosa, que faz parte da coordenação da Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe, uma das organizadoras do evento.

“Esse evento representa muito para nós que somos negros. Venho de uma cidade em que a raiz negra é muito forte, que é Salvador, e fico feliz em ver que aqui em Sergipe, e em São Cristóvão, especificamente, essa raiz a cada ano, com a realização do Círculo de Ogãs, se fortalece ainda mais”, observou.

Orgulho de ser negro

Entre as pessoas que se amontoavam na Praça para acompanhar as apresentações, era possível identificar não apenas negros, mas rostos característicos da miscigenação da população da brasileira, empolgados com o ritmo dos batuques do Grupo Afro Cultural Negro do Ilêaxé, do Grupo de Hip Hop do Ponto de Cultura Circulando e da Capoeira União.

“Temos que respeitar nossos antepassados e passar isso para as gerações futuras, sobre o respeito e o orgulho da nossa cor e da nossa raça”, observou a professora Sandra Silva, que levou alguns alunos para prestigiar o evento. Para ela, iniciativas assim são muito importantes, pois passam para os jovens a importância da data para os negros.

O coordenador do Grupo Afro Cultural Negro do Ilêaxé, Edvanilson Andrade, também deu seu depoimento sobre o papel do negro nos dias de hoje. “Herdei a raiz ogã da minha família e hoje me sinto orgulhoso de poder passar para esses jovens um pouco da musicalidade, da dança e da tradição da raiz negra. Isso nunca deve morrer, afinal, temos que difundir essa cultura para as novas gerações e conscientizá-los sobre o quanto nossos antepassados sofreram para termos a liberdade que temos hoje”, ressaltou.

Quem também estava de longe observando a toda aquela manifestação da cultura afro era o aposentado Manoel Ferreira. Ele que já foi diretor do Museu Histórico de Sergipe, é parte da história viva de São Cristóvão e da trajetória dos negros no município. “O negro é um dos grandes responsáveis pela formação da nossa sociedade, da identidade do povo sergipano. Por isso, sinto-me orgulhoso de fazer parte de tudo isso e de ver que hoje nós temos nosso lugar de destaque nesse Estado”, disse.